|
Neste domingo a Frescatto ganhou as páginas do maior jornal impresso do país.
A jornalista Fabiana Ribeiro publicou uma matéria sobre a nossa empresa.

Domingo, 2 de outubro de 2011 - O GLOBO - ECONOMIA . página 43.
O peixe fresco que agora vem do freezer
Frigorífico de pescados do Rio de Janeiro, cresce mais de 20% ao ano com a venda de congelados
Das jangadas dos pescadores direto para as cozinhas dos restaurantes. Não, isso mudou. Hoje, o caminho que leva os peixes ao grandes restaurantes da cidade já não é mais assim, tão romântico. Toneladas de peixes e frutos do mar saem - congelados e até fatiados e limpos - de frigoríficos que abastecem grifes gastronômicas como Antiquarius, Gula Gula, Sushi Leblon e Porcão. Uma mudança de hábito que tem feito a Frescatto, de Duque de Caxias, apresentar crescimentos anuais em torno de 20% e estar entre as cinco maiores empresas de pescados do país.
- No passado, as famílias matavam a galinha na hora para o jantar. Com o tempo, cortes da ave passaram a ser vendidos congelados. É o que acontece agora com o peixe. A imagem é que peixe fresco é aquele pescado na hora. E é. Desde que vá para a panela também na hora. Com tecnologia, peixe fresco é o peixe devidamente congelado - diz Thiago de Lucca, diretor e neto do fundador da Frescatto.
Até julho, a Frescatto vendeu quase 15 mil toneladas de produtos, entre salmão, camarão, lula, cação, robalo e linguado congelados a menos de 18 graus negativos. No ano passado, o faturamento avançou 22%, num movimento que reflete um apetite maior dos brasileiros por proteínas de peixe e frutos do mar - num dos efeitos da expansão de renda das famílias e do incremento, nos anos recentes, da classe média.
- Com mais renda e educação, muitos levam para casa um filé de salmão ou de tilápia. E isso mesmo não sendo o que há de mais barato nos mercados - disse o empresário.
A despeito do tamanho da costa brasileira, a Frescatto importa 70% de seus pescados. Toneladas de peixes são comprados de Chile, Argentina, Taiwan, China e Vietnã. Faltam peixes no Brasil?
- Não, não. A nossa pescaria é muito rudimentar, com baixa produtividade e, em muitos lugares, predatória. Somente da China vêm mais de 500 toneladas por mês - diz De Lucca.
Com quase mil funcionários no Rio, a Frescatto tem filiais em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Minas, Distrito Federal e Paraíba. Apesar do tamanho, a empresa ainda é bem familiar - com tios, irmãos e primos trabalhando no mesmo lugar.
Empresa familiar se adapta aos novos tempos
Rede investe em Marketing e fechou parceria com Chef
A história da Frescatto começa com a vinda da Itália para o Rio, na década de 40, de Carmelo de Luca, fugindo da Segunda Guerra. Na cidade, abriu uma peixaria no Mercado Municipal. Anos depois, Carmelo, com os quatro filhos, inaugurou peixarias e introduziu o conceito de entrega - novidade para a época. Já em meados da década de 80, com lojas em São Paulo, a família adquiriu o frigorífico Calombé, em Duque de Caxias. E, com investimentos na linha de produção, nascia a marca Frescatto.
- Estamos vivendo uma fase de maior profissionalização da companhia. Mas, ainda assim, é difícil convencer os mais antigos de que é possível fazer uma tabela de preços e que investir em Marketing é importante - acrescenta o empresário.
A modernidade, no entanto, chega.
Hoje, a Frescatto tem parceria com a badalada chef Flavia Quaresma que, pelo site da companhia, dá dicas de receitas aos consumidores. Além disso, a empresa vem lançando pratos prontos congelados, que fazem parte da linha Chef. São opções como tartar de salmão e petiscos de camarão vendidas a supermercados, como o Zona Sul, que, junto com os restaurantes, representam 45% do faturamento do frigorífico.
- A parceria com a Frescatto começou há uns 30 anos. O fundador do Zona Sul veio da Itália no mesmo navio que o da Frescatto. O supermercado é cliente da empresa antes de existir esta marca, quando era Calombé. A Frescatto representa cerca de 8% do segmento de pescados da rede - disse Pietrangelo Leta, diretor do Zona Sul.
É a Frescatto que abastece o Gula Gula com cerca de três toneladas por mês de pescados. A chef Nanda de Lamare aprova a mudança da peixaria para a indústria:
- Conseguimos obter um padrão da qualidade nas lojas. E acabamos com os problemas de armazenamento do peixe. Foi uma opção pela qualidade.
Comprar peixe congelado é mais comum na Europa
A tendência do peixe congelado é mais forte na Europa, explica José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio. Quando já se imaginou um dia comprar bacalhau congelado? Ele responde à pergunta dizendo que eles compram e nós também:
- Com uma compra maior, frigoríficos, como a Frescatto, conseguem reduzir os preços desses artigos. E, com isso, mais gente passa a ter acesso.
Mas, para quem ainda não aceita a ideia de peixes congelados, é possível recorrer às peixarias, que já entregam em casa. Como a Serra da Estrela, na Cobal do Humaitá. Ou mesmo diretamente nos diversos restaurantes da cidades - muitos deles clientes da Frescatto - como O Peixe Vivo, Wasabi, La Fiducia, Amadeus, Da Silva... (Fabiana Ribeiro)
Veja a matéria na íntegra: http://links.fsb.com.br/frescatto.pdf
|